Muita gente chega com a mesma dúvida: Posso usar só um aparelho auditivo? Em alguns casos, sim. Mas, em muitos outros, essa escolha pode limitar bastante o resultado e fazer a pessoa continuar com dificuldade para entender conversas, localizar sons e se sentir segura no dia a dia.

A resposta certa depende menos da vontade de usar apenas um lado e mais do tipo de perda auditiva, do grau dessa perda e de como cada ouvido está funcionando. É por isso que decidir sozinho, sem avaliação, costuma gerar frustração.

Quando usar só um aparelho auditivo pode fazer sentido

O uso de apenas um aparelho pode ser indicado quando a perda auditiva está presente em um ouvido e o outro tem audição normal ou muito próxima do normal. Também pode acontecer quando há uma grande diferença entre os ouvidos e um deles não apresenta benefício real (anacusia) com a amplificação convencional.

Nesses casos, usar um aparelho não é um improviso. É uma conduta técnica, pensada para gerar o melhor aproveitamento possível.

O ponto principal é este: usar só um aparelho pode ser correto quando a sua audição pede isso. O problema começa quando a pessoa tem perda nos dois ouvidos e decide usar apenas um para economizar ou por achar que será suficiente.

Se a perda é nos dois ouvidos, um aparelho só não basta

Quando os dois ouvidos têm perda auditiva, o cérebro deixa de receber o som de forma equilibrada se apenas um lado estiver estimulado. Na prática, isso pode reduzir a clareza da fala, principalmente em ambientes com ruído, como reuniões de família, restaurantes, igrejas ou dentro de um carro.

Além de ouvir menos do lado sem aparelho, a pessoa pode ter mais dificuldade para perceber de onde o som vem. Isso interfere em situações simples, como atender quando alguém chama de outro cômodo, atravessar uma rua com mais atenção ou acompanhar uma conversa com várias pessoas.

Outro ponto importante é o esforço auditivo. Quando só um ouvido recebe amplificação, o cérebro trabalha mais para completar as informações que estão chegando de forma incompleta. Muita gente descreve isso como cansaço, irritação ou sensação de que “ouve, mas não entende”.

O que você perde ao não estimular os dois ouvidos

A audição binaural, que é a audição com os dois ouvidos trabalhando juntos, ajuda o cérebro a organizar melhor os sons. É ela que favorece a localização sonora, o equilíbrio da escuta e a compreensão da fala em ambientes desafiadores.

Quando existe indicação bilateral e apenas um aparelho é usado, alguns benefícios ficam comprometidos. A percepção sonora pode ficar desequilibrada, a adaptação tende a ser menos natural e o entendimento da fala nem sempre evolui como o esperado. Em muitos casos, a pessoa conclui que o aparelho “não funcionou”, quando na verdade o problema foi a adaptação incompleta.

Também vale lembrar que o ouvido não trabalha isolado. O cérebro participa ativamente de todo o processo auditivo. Quanto melhor a estimulação dos dois lados, maiores costumam ser as chances de conforto e desempenho na rotina.

Como saber o que é indicado para o seu caso

A melhor resposta vem de uma avaliação auditiva completa. Ela mostra se a perda está em um ou nos dois ouvidos, qual é o grau, como está a compreensão de fala e quais tecnologias podem trazer benefício real.

Na SONORITÀ Aparelhos Auditivos, esse processo é conduzido de forma humanizada, com orientação clara e possibilidade de teste gratuito, para que a decisão seja feita com mais confiança e menos insegurança.

 

O tratamento para a surdez unilateral

 

O tratamento para a surdez unilateral pode ser cirúrgico, implante coclear ou uso de aparelho auditivo, tudo depende sobretudo da causa da surdez.

 

A maioria das pessoas desconhece os tratamentos oferecidos para a surdez unilateral e, por terem uma “audição boa” no outro ouvido acabam se acostumando com a deficiência. Uma solução disponível para esse tipo de perda auditiva é o uso do aparelho auditivo chamado CROS.

 

O sistema CROS transmite a informação sonora captada do lado do ouvido com a deficiência para o ouvido normal através de um sistema sem fio. Ele é composto por 2 aparelhos, um colocado no ouvido deficiente e o outro no normal.  O que é adaptado no ouvido com a surdez capta o som do ambiente daquele lado e o envia para o aparelho auditivo que está no outro lado, assim sendo, a pessoa tem acesso a toda informação sonora e não perde nenhum detalhe. Isso faz com que a capacidade de compreensão da fala seja muito melhor, é um recurso prático e não invasivo.

 

Vale a pena tentar decidir pelo preço?

É natural pensar no investimento. Mas escolher usar só um aparelho apenas para reduzir custo inicial pode sair caro em conforto, adaptação e resultado. Quando a indicação correta é bilateral, insistir em uma solução parcial pode prolongar a dificuldade para conversar, aumentar o desgaste emocional e adiar uma melhora que já poderia estar acontecendo.

A boa escolha não é a mais simples no papel. É a que faz sentido para a sua audição, para a sua rotina e para os momentos que você quer voltar a aproveitar com tranquilidade.

Se você ou alguém da sua família está em dúvida, o melhor caminho é testar com orientação profissional e sentir na prática a diferença que uma adaptação correta pode fazer.

O diagnóstico e tratamento precoce continuam sendo a melhor forma de cuidar da sua saúde auditiva. Portanto, caso você ou algum familiar tenha alguma queixa de audição procure um centro auditivo e realize uma avaliação.

SONORITÀ

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