A saúde auditiva é uma parte essencial do nosso bem-estar e influencia diretamente a comunicação, os relacionamentos, a autonomia e a qualidade de vida. Mesmo assim, muitas pessoas só começam a prestar atenção à própria audição quando percebem dificuldades para entender conversas, precisam aumentar o volume da televisão ou passam a pedir que familiares e amigos repitam o que disseram.
Cuidar da audição envolve prevenção, acompanhamento e atenção aos primeiros sinais de uma possível perda auditiva. Exposição frequente a sons intensos, envelhecimento, algumas doenças e até determinados medicamentos podem afetar a capacidade de ouvir ao longo da vida.
Por isso, conhecer os cuidados com a saúde auditiva e saber quando procurar uma avaliação especializada são passos importantes para preservar a audição. Neste artigo, a SONORITÀ Aparelhos Auditivos, em Belo Horizonte, explica o que é saúde auditiva, quais sinais merecem atenção e o que pode ser feito para ouvir melhor e manter uma boa qualidade de vida.
Saúde auditiva: entenda os sinais, hábitos de proteção e quando procurar avaliação para preservar conversas, autonomia e qualidade de vida todos os dias.
Saúde auditiva, sinais que pedem atenção
Muitas pessoas adiam uma avaliação porque acreditam que a dificuldade faz parte da idade ou porque têm receio de precisar usar aparelho auditivo. Esse adiamento pode aumentar a frustração, o isolamento e o esforço para entender o que é dito. A boa notícia é que há caminhos de cuidado individualizados, com tecnologias discretas e soluções adequadas a diferentes necessidades.
Saúde auditiva vai além de ouvir sons
A audição participa ativamente da forma como nos relacionamos com o mundo. Ela ajuda a reconhecer a voz de quem amamos, responder a um aviso, conversar ao telefone e acompanhar explicações no trabalho ou em consultas médicas. Quando ouvir exige esforço demais, é comum que a pessoa fique cansada, irritada ou passe a evitar ambientes sociais.
A perda auditiva nem sempre acontece de uma vez. Em muitos casos, ela se instala gradualmente, e o cérebro encontra maneiras de compensar por algum tempo. A pessoa lê os lábios, observa o contexto e pede repetições sem perceber a frequência disso. Por esse motivo, familiares costumam identificar os sinais antes de quem está vivendo a dificuldade.
Cuidar da audição também significa reconhecer que cada caso é diferente. Há perdas leves, moderadas, severas e profundas, com causas e impactos distintos. Uma avaliação profissional é o que permite entender a situação e definir a melhor conduta, sem decisões baseadas apenas em suposições.
Sinais de que está na hora de avaliar a audição
Não é preciso esperar que a dificuldade se torne intensa para buscar ajuda. Alguns comportamentos cotidianos merecem atenção, especialmente quando acontecem com frequência ou vêm acompanhados de desconforto emocional.
Um sinal comum é escutar, mas não compreender claramente as palavras, principalmente quando há mais de uma pessoa falando. Também pode ocorrer a sensação de que os outros falam baixo ou embolado. Sons agudos, como vozes infantis, campainhas e determinados trechos de uma conversa, podem se tornar mais difíceis de perceber.
Outros indícios incluem aumentar bastante o volume da televisão ou do celular, ter dificuldade para conversar em locais com ruído, responder algo fora de contexto e depender da presença visual da pessoa para compreender o que ela diz. Zumbido no ouvido, sensação de ouvido tampado e desequilíbrio também devem ser investigados.
Para familiares, a abordagem faz diferença. Em vez de dizer apenas que a pessoa “não escuta”, vale falar sobre situações concretas: “Percebi que você não tem acompanhado as conversas no almoço” ou “Você parece fazer muito esforço ao telefone”. Esse cuidado reduz a sensação de cobrança e abre espaço para uma decisão mais tranquila.
Quando a procura deve ser mais rápida
Uma redução súbita da audição, em um ou nos dois ouvidos, precisa de avaliação médica com urgência. O mesmo vale para perda auditiva acompanhada de dor forte, saída de secreção, tontura intensa ou zumbido que começa de forma repentina. Esses sinais não devem ser tratados com receitas caseiras ou automedicação.
Hábitos que ajudam a proteger sua audição
Nem toda perda auditiva pode ser evitada, especialmente quando há fatores relacionados ao envelhecimento, à genética ou a determinadas condições de saúde. Ainda assim, atitudes simples contribuem para preservar a capacidade auditiva e evitar danos causados pela exposição sonora.
O volume do fone de ouvido é um ponto importante. Se alguém ao seu lado consegue ouvir o que está tocando, o som provavelmente está alto demais. Também é recomendável fazer pausas durante o uso prolongado e preferir modelos que isolem parte do ruído externo, pois isso reduz a necessidade de aumentar o volume.
Em shows, obras, fábricas, oficinas e outros ambientes muito ruidosos, a proteção auricular adequada é uma medida de segurança, não um exagero. O risco depende tanto da intensidade do som quanto do tempo de exposição. Um barulho muito forte por poucos minutos pode ser prejudicial, assim como ruídos moderados por várias horas.
Evite introduzir hastes flexíveis, grampos ou outros objetos no canal auditivo. Além de não remover a cera de forma segura, essa prática pode empurrá-la para dentro, irritar a pele ou causar lesões. A cera tem uma função de proteção e só deve ser removida quando houver indicação e orientação profissional.
A saúde geral também influencia a audição. Controle de diabetes, pressão arterial, circulação e uso consciente de medicamentos fazem parte de uma visão mais ampla de cuidado. Em consultas médicas, informe qualquer mudança na audição ou presença de zumbido, principalmente após iniciar um novo medicamento.
O que acontece em uma avaliação de saúde auditiva
A avaliação começa com uma conversa. O profissional procura entender quando as dificuldades aparecem, como elas afetam a rotina, se há histórico de exposição a ruídos e quais são as expectativas da pessoa e da família. Esse momento é valioso porque ouvir bem significa algo diferente para cada paciente: para alguns, é acompanhar os netos; para outros, voltar a se sentir seguros em reuniões ou no telefone.
Em seguida, exames auditivos ajudam a identificar os sons que a pessoa percebe e aqueles que já exigem maior intensidade. Os resultados mostram o grau e o tipo de perda, orientando os próximos passos. Quando necessário, o encaminhamento médico complementa a investigação das causas.
Caso o uso de aparelhos auditivos seja indicado, a escolha não deve seguir apenas aparência, preço ou recomendação de conhecidos. O modelo precisa ser compatível com o exame, a anatomia da orelha, a destreza das mãos, a rotina, as necessidades de comunicação e as preferências de quem vai utilizá-lo.
Existem aparelhos discretos que ficam dentro ou atrás da orelha, opções recarregáveis e modelos desenvolvidos para perdas severas a profundas. Alguns recursos podem melhorar a compreensão da fala em ambientes ruidosos e facilitar o uso com o celular. Mas tecnologia, por si só, não resolve tudo. A adaptação correta e o acompanhamento fazem parte do resultado.
Aparelho auditivo não devolve apenas volume
Um aparelho bem indicado é programado para amplificar os sons de acordo com a necessidade de cada pessoa. Isso é diferente de simplesmente deixar tudo mais alto. O objetivo é proporcionar uma escuta mais confortável e funcional, favorecendo a percepção da fala sem tornar ruídos do ambiente excessivamente incômodos.
Os primeiros dias de uso exigem paciência. Sons esquecidos, como passos, água correndo ou o barulho de uma embalagem, podem parecer muito presentes no início. O cérebro precisa de tempo para reorganizar a atenção aos sons. Ajustes finos realizados ao longo do acompanhamento ajudam a tornar a experiência mais natural.
Também é essencial criar expectativas realistas. Em um restaurante cheio, por exemplo, nenhum aparelho elimina completamente o desafio de várias conversas e ruídos simultâneos. Ainda assim, a tecnologia adequada, aliada a estratégias simples como escolher uma mesa mais tranquila e ficar de frente para quem fala, pode trazer uma diferença significativa.
Na SONORITÀ Aparelhos Auditivos, a avaliação e o teste gratuito permitem vivenciar essa possibilidade antes da decisão. Experimentar, tirar dúvidas e receber orientação personalizada ajuda a escolher com mais segurança, respeitando o tempo e a necessidade de cada pessoa.
A participação da família fortalece a adaptação
O apoio de filhos, parceiros e cuidadores pode tornar o processo mais leve. Acompanhar a avaliação, compartilhar exemplos da rotina e incentivar o uso diário são atitudes úteis, desde que não se transformem em pressão. A pessoa precisa se sentir respeitada em suas dúvidas e no próprio ritmo de adaptação.
Na comunicação do dia a dia, pequenas mudanças ajudam bastante: chamar a atenção antes de começar a falar, manter o rosto visível, reduzir o ruído da televisão e evitar falar de outro cômodo. Falar mais alto nem sempre é a melhor solução. Falar com clareza, em um ritmo natural e com contato visual costuma ser mais eficaz.
Se você percebe que ouvir tem exigido esforço, não aceite o afastamento como uma parte inevitável da rotina. Uma avaliação é um gesto de cuidado com a sua autonomia e com os momentos que ainda merecem ser ouvidos por inteiro.
SONORITÀ
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SONORITÀ Aparelhos Auditivos
A SONORITÀ aparelhos auditivos é um centro auditivo planejado e gestado com foco na melhor experiência auditiva dos nossos clientes.
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Tatiana Guedes Santólia Martini é fonoaudióloga, CRFa 6-3289, especialista em Audiologia – 10.588/35, sócia e diretora clínica da SONORITÀ Aparelhos Auditivos, em Belo Horizonte, com atuação especialmente em seleção, indicação e adaptação de aparelhos auditivos.