Uma dúvida comum: otorrino ou fonoaudiólogo, quem procurar? A resposta depende dos sintomas, do histórico de saúde e do objetivo do atendimento. Em muitos casos, os dois profissionais atuam de forma complementar para cuidar da audição com segurança.

A dificuldade pode afetar a confiança para conversar, a participação em encontros, a autonomia fora de casa e até a proximidade com quem se ama. Por isso, entender o papel de cada especialista ajuda a dar um primeiro passo mais tranquilo.

 

Otorrino ou fonoaudiólogo: entenda a diferença

 

O otorrinolaringologista, conhecido como otorrino, é o médico especializado em ouvido, nariz e garganta. Ele investiga causas clínicas para a queixa auditiva, faz o exame do ouvido e pode diagnosticar, tratar ou acompanhar condições como infecções, excesso de cera, perfuração do tímpano, tontura, zumbido e alterações relacionadas a outras doenças.

Já o fonoaudiólogo é o profissional que avalia como a pessoa escuta e compreende os sons. Na área de audiologia, ele realiza exames auditivos, identifica o grau e o tipo de perda auditiva, orienta sobre cuidados e acompanha a reabilitação. Quando há indicação de aparelho auditivo, também é o profissional capacitado para ajudar na escolha, programação e adaptação da tecnologia à rotina do usuário.

Na prática, não se trata de escolher um profissional “melhor” que o outro. O otorrino cuida da investigação e da saúde do ouvido sob o ponto de vista médico. O fonoaudiólogo analisa a função auditiva e trabalha para que a pessoa volte a ouvir e se comunicar melhor no cotidiano. Uma avaliação completa pode envolver ambos.

Quando o otorrino deve ser a primeira escolha

A consulta com otorrino é especialmente indicada quando a dificuldade para ouvir apareceu de forma repentina, veio acompanhada de dor, secreção, sensação intensa de ouvido tampado, febre, tontura forte ou zumbido novo e persistente. Esses sinais merecem investigação médica, pois algumas causas precisam de tratamento específico e não devem ser ignoradas.

Também vale procurar esse especialista quando existe histórico de otites frequentes, cirurgias no ouvido, exposição a ruídos intensos no trabalho, trauma na cabeça ou uso de medicamentos que possam afetar a audição. O médico pode avaliar o canal auditivo e o tímpano, solicitar exames e verificar se há alguma condição tratável antes de qualquer encaminhamento para reabilitação auditiva.

A perda auditiva súbita é um caso de urgência. Se uma pessoa percebeu redução importante da audição em poucas horas ou poucos dias, principalmente em apenas um ouvido, deve buscar atendimento médico o quanto antes. Esperar para ver se melhora sozinho pode atrasar uma conduta necessária.

Quando procurar um fonoaudiólogo

O fonoaudiólogo pode ser o primeiro contato quando a queixa é gradual e não há sinais de urgência. É comum que filhos, netos ou cuidadores percebam antes: a pessoa aumenta demais o volume da TV, responde algo diferente do que foi perguntado, evita telefone ou se isola em ambientes com muitas pessoas falando.

Nessas situações, a avaliação auditiva esclarece o que está acontecendo. A audiometria, por exemplo, mede os menores sons que cada ouvido consegue perceber em diferentes frequências. Outros exames podem avaliar a compreensão da fala e o funcionamento de partes específicas do sistema auditivo. O resultado não serve apenas para confirmar se existe perda: ele mostra como ela interfere nas situações reais de comunicação.

Se houver uma alteração que exija investigação médica, o fonoaudiólogo orientará o encaminhamento ao otorrino. Se a perda for compatível com reabilitação por aparelho auditivo, o acompanhamento fonoaudiológico ajuda a transformar o exame em uma solução personalizada, considerando rotina, necessidades e expectativas.

O aparelho auditivo não é escolhido só pelo grau da perda

Receber a informação de que precisa usar aparelho auditivo pode trazer dúvidas. Algumas pessoas se preocupam com a aparência, outras acham que o dispositivo vai resolver tudo no primeiro dia. A adaptação tem benefícios muito concretos, mas precisa respeitar o tempo de cada pessoa.

O grau da perda auditiva é um ponto central, porém não é o único. Quem participa de reuniões, conversa muito ao telefone, frequenta igrejas, restaurantes ou encontros familiares pode precisar de recursos diferentes de quem passa mais tempo em casa. Destreza manual, visão, facilidade com celular, preferência por baterias ou modelos recarregáveis e formato da orelha também influenciam a indicação.

aparelhos discretos, modelos retroauriculares, opções recarregáveis e soluções para perdas severas a profundas. Nenhum formato é automaticamente o melhor para todos. Uma escolha bem-feita combina resultado sonoro, conforto e facilidade de uso, para que o aparelho seja usado de verdade todos os dias.

A programação também faz diferença. Um aparelho auditivo precisa ser ajustado de acordo com o exame e refinado conforme a experiência do usuário. Sons que estavam ausentes há muito tempo podem parecer estranhos no início, como o barulho da água, passos ou o ruído de uma sacola. Esse período não significa que a adaptação deu errado. Com orientação e ajustes, o cérebro volta a prestar atenção em sons que tinha deixado de perceber.

Como costuma ser o caminho de avaliação

O processo começa com uma conversa cuidadosa, uma anamnese completa. O profissional busca entender quando a dificuldade apareceu, em quais lugares ela é mais percebida, se há zumbido, tontura ou histórico familiar e quais situações a pessoa mais sente falta de aproveitar. Esse momento é valioso.

Depois, são realizados os testes adequados. Se a pessoa ainda não passou por avaliação médica ou apresenta sinais que precisam de investigação, é feito o encaminhamento ao otorrino. Quando a indicação de aparelhos auditivos é confirmada, o próximo passo é conhecer possibilidades compatíveis com o perfil auditivo e testar o que faz sentido.

Experimentar antes da decisão pode reduzir inseguranças. Em um ambiente orientado, é possível perceber conforto, clareza de fala e praticidade de cada modelo. A SONORITÀ Aparelhos Auditivos oferece avaliação e teste gratuitos para que a escolha seja baseada na experiência real, e não apenas em receio ou suposições.

A família pode ajudar sem pressionar

Muitas pessoas demoram para buscar ajuda porque associam a perda auditiva ao envelhecimento ou têm medo de depender de um aparelho. Outras não percebem a mudança, pois o cérebro vai se acostumando a ouvir menos aos poucos. Nesse cenário, a abordagem da família faz toda a diferença.

Em vez de dizer “você não escuta nada”, é mais acolhedor comentar situações específicas: “Percebi que você tem deixado de atender chamadas” ou “Na última reunião, parecia cansativo acompanhar a conversa”. O objetivo não é constranger, mas mostrar que existe apoio e uma possibilidade concreta de voltar a participar melhor desses momentos.

Também ajuda acompanhar a pessoa na avaliação, anotar dúvidas e entender a orientação profissional. A decisão final deve respeitar a autonomia de quem vai usar o aparelho, mas ter alguém por perto pode tornar o processo mais leve.

Não espere a dificuldade aumentar

Quanto mais tempo uma perda auditiva fica sem acompanhamento, maior pode ser o esforço para compreender a fala, sobretudo em locais com ruído. Isso não quer dizer que toda dificuldade exige aparelho imediatamente, nem que o mesmo tratamento serve para todos. Significa apenas que avaliar cedo amplia as opções e permite tomar decisões com mais segurança.

Ouvir melhor pode começar com uma conversa, um exame e a chance de voltar a reconhecer, com tranquilidade, as vozes que fazem parte da sua história.

 

SONORITÀ

 

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SONORITÀ Aparelhos Auditivos

 

A SONORITÀ aparelhos auditivos é um centro auditivo planejado e gestado com foco na melhor experiência auditiva dos nossos clientes. Qualidade no atendimento e liberdade de escolha entre marcas reconhecidas mundialmente. Um atendimento diferenciado que respeita sobretudo suas necessidades individuais e vai te proporcionar inclusão e qualidade de audição e de vida, nossa missão.

Tatiana Guedes Santólia Martini é fonoaudióloga, CRFa 6-3289, especialista em Audiologia – 10.588/35, sócia e diretora clínica da SONORITÀ Aparelhos Auditivos⁠, em Belo Horizonte, com atuação especialmente em seleção, indicação e adaptação de aparelhos auditivos.